domingo, 4 de março de 2012

Conformado

Eu não sei quantas horas de vida eu perco desta forma. São horas em frente ao computador sem fazer o que eu gostaria de fazer nele. E o riso disfarça tudo, o jornal me engana – quando me faz pensar que estou lendo e ganhando alguma coisa, talvez cultura ou informação –, a música me distrai, o trabalho para. E o máximo que eu consigo escrever é isto: “ó vida minha, que, por si própria, não tem pernas, vida que não anda.”

Mas se eu pelo menos soubesse que todo esse tempo, que eu gasto pensando ser em vão, é só o tempo que eu tenho, e não o que me tem, talvez pensasse diferente. Mas o talvez é só uma suposição, e isso eu não quero. Quero a certeza e uma vida mais centrada, como a que tenho agora, agora que estou aqui perdendo tempo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Formigas

O mundo seria bem mais simples se não existisse gente tão chata quanto há.
Esses malditos formadores de opinião impedem que a engrenagem permaneça funcionando como querem os donos da maquina. Desfazem o que querem os deuses, jogam água, e não graxa, no maquinário da alienação (essa palavra é muito pesada, prefiro a palavra “ordem”).
São esses infelizes que impedem que o povo seja feliz e conformista com sua própria desgraça.
Ah! Malditos questionadores!
Enquanto não se tornam o que mais detestam, desfazem o trabalho alheio. Ainda bem que é fácil consertar os estragos. Basta mais um pouco de intrigas, bizarrices e pornografia gratuita. Se não fosse isso, estaríamos perdidos.