domingo, 4 de março de 2012

Conformado

Eu não sei quantas horas de vida eu perco desta forma. São horas em frente ao computador sem fazer o que eu gostaria de fazer nele. E o riso disfarça tudo, o jornal me engana – quando me faz pensar que estou lendo e ganhando alguma coisa, talvez cultura ou informação –, a música me distrai, o trabalho para. E o máximo que eu consigo escrever é isto: “ó vida minha, que, por si própria, não tem pernas, vida que não anda.”

Mas se eu pelo menos soubesse que todo esse tempo, que eu gasto pensando ser em vão, é só o tempo que eu tenho, e não o que me tem, talvez pensasse diferente. Mas o talvez é só uma suposição, e isso eu não quero. Quero a certeza e uma vida mais centrada, como a que tenho agora, agora que estou aqui perdendo tempo.

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