Coloco vírgula, onde eu quiser
A palavra é minha agora.
E se a palavra é,
A pontuação, a virgulação também o é.
Não é que eu não saiba escrever
Pontuar, virgular, enfim (sem fim)
Eu não coloco vírgula entre o verbo e o sujeito,
Não restrinjo a explicações,
Não aposto com quem
chamo pelo aposto e não pelo vocativo.
Agora,
se eu achar necessário,
Coloco vírgula até no sujeito mais simples,
Separo-lhe de seus predicados,
Enfio-lhe uma no queixo.
Quero ver quem vai dizer
que é burrice minha,
Ao ver o desaforado a andar por aí
Com uma forçada covinha.
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