Ok, o mundo discursivo parece cada vez mais a nos levar para uma alegação que, pasmem, parece absurda, mas é, ao que me parece, a única verdade. Que verdade é essa tão absurda assim? Simples, o único argumento que beira o atual sentido de verdade: não existe verdade; simplesmente existe a verdade de cada um.
Sim o que vemos como verdade pode não ser mais do que o que queremos considerar verdade.
Será que dizer que o céu é vermelho e poder considerar isso real não é a mesma coisa que dizer que quem ama o feio, bonito lhe parece?
Mas como assim?
O que posso ver é não há uma verdade absoluta, não para toda a humanidade. O deus que reina sobre um povo pode não ser o mesmo ou os mesmos de outro.
Então o que se vê não é real?
De fato tudo o que o homem são, se é que alguém pode julgar-se são, ou ser julgado como são, vê e comprova é sua verdade.
As normas que constituem o mundo acadêmico nos levam a fazer citações. Que maior prova da não existência da realidade pode-se querer? A natureza diz isso, não, fulano o diz.
Mas e as ciências da natureza? Ora, até elas mentem, quem não mente. Quem pode dizer a um daltônico que ele é o daltônico? Quem pode dizer que o corpo tido como perfeito, com duas pernas, dois braços e um membro genital é mesmo o normal? A maioria é assim? Sim, mas todos têm defeitos. E então o que é perfeito? O que é verdade?
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